Vilões da coluna vertebral

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A falta de atividade física prejudica o corpo todo, em verdade. Segundo especialista, o sedentarismo interfere no metabolismo do disco intervertebral, que precisa de movimento para manter o equilíbrio vital das células. Como a estrutura da coluna objetiva a facilitação do movimento, a ausência dele a acomoda, resultando em uma dor excruciante.

Conjunto de vértebras é lesado em ações do cotidiano. Má postura, estresse, colchão inadequado e sedentarismo contribuem para problemas na estrutura óssea.

“A nossa coluna começa a sofrer processos degenerativos a partir da segunda década da vida, devido à necessidade de compartilhar duas funções mecânicas antagônicas: sustentar o peso do tronco e ao mesmo tempo ser flexível”, explica o ortopedista e coordenador do Grupo de Cirurgia de Coluna Minimamente Invasiva do Hospital S. José da Beneficência Portuguesa (GCCMI), Dr. Pil Sun Choi.

Apesar disso, no fundo, nunca somos muito jovens para causar danos à coluna, de maneira que policiar hábitos é uma atitude que tem que ser implementada na infância e seguir conosco pela vida: geralmente são ações equivocadas que repetimos diariamente as que prejudicam mais o órgão.

O Dr. Marcelo Loquette, mestre em Ortopedia e Traumatologia e membro da Sociedade Brasileira de Coluna, alerta que são vários os vilões desta importante parte do nosso corpo. Aproveitando a ocasião, o VIDA & ESTILO separou alguns desses problemas para você encarar de frente e tentar viver sem dor nas costas. Só não vale corpo mole.

Sedentarismo

A falta de atividade física prejudica o corpo todo, em verdade. Segundo Pil, o sedentarismo interfere no metabolismo do disco intervertebral, que precisa de movimento para manter o equilíbrio vital das células. Como a estrutura da coluna objetiva a facilitação do movimento, a ausência dele a acomoda, resultando em uma dor excruciante.

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Para evitar isso, o jeito é se mexer: o médico até dá algumas dicas. Segundo ele, caminhada, corrida, natação, dança, balé, musculação, equitação, ioga e pilates são alguns ótimos jeitos de cuidar da coluna – mas não sendo possível, qualquer outro exercício está valendo.

Má postura

O maior problema com a má postura é que ela vicia. O cérebro tem uma facilidade atroz de acostumar com uma postura inadequada e a correção é sempre difícil. “A postura inadequada, seja no trabalho ou no lazer, acarreta sobrecarga nas regiões cervical, dorsal e lombar, predispondo processos inflamatórios e desgaste dos discos e articulações da coluna”, explicou Marcelo.

Com os pequenos, o cuidado deve redobrado. “Crianças que passam grande parte do dia sentadas de forma errada na escola ou à frente do computador e video-game em casa, poderão carregar sequelas para o resto de suas vidas”, disse o médico.

Fatores como calçados inadequados ou bolsas e mochilas muito pesadas também contribuem para a má postura. “É sabido que não devemos transportar mais que 10% do nosso peso, no entanto, isto dificilmente é respeitado, principalmente na fase escolar”, contou Marcelo. Assim como o corpo tem facilidade para se adaptar à postura ruim, ele também o faz com a boa, então se policiar é indispensável.

Estresse

De maneira geral, o estresse coloca o corpo em estado de alerta, o que acarreta a liberação de substâncias de reduzem a circulação sanguínea de maneira a facilitar uma fuga, caso necessária. Essa redução afeta diretamente a coluna.

“Pessoas em situação de constante estresse tendem a apresentar dores articulares, na coluna e nos músculos. Pode-se afirmar que em 25% dos casos a causa única da dor na coluna é o estresse”, esclarece Pil.

Viver tranquilo numa casa de praia não está ao alcance de todos, então vale se alimentar de forma balanceada, se exercitar, manter um sono regular e de qualidade e trabalhar o lado psicológico para ficar à mercê dos desafios do dia-a-dia.

Colchão inadequado

Marcelo alerta para os cuidados no lugar onde passamos 1/3 da vida. “O colchão não pode ser nem duro demais – pois a coluna tem curvaturas próprias que necessitam se acomodar -, e nem mole demais – o que acaba criando pontos de pressão sobre a coluna. Com relação ao travesseiro, a dica é utilizar um cuja altura seja o comprimento do ombro ao pescoço”, explicou o médico.

Matéria publicada no site A Critica

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