Qualidade de vida e reabilitação: casos cirúrgicos de artroplastia total

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Qualidade de vida e reabilitação: casos cirúrgicos de artroplastia total – A artroplastia total de quadril é indicada para tratamento de artrose primária e secundária do quadril.

MATOS, Denise Regina. Qualidade de vida e reabilitação: casos cirúrgicos de artroplastia total do quadril. 2006. 175 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia)-Universidade de Brasília, Brasília, 2006.

Qualidade de vida e reabilitação: casos cirúrgicos de artroplastia total

A artroplastia total de quadril é indicada para tratamento de artrose primária e secundária do quadril em função do acometimento por várias patologias associadas à destruição articular, tais como artrite reumatóide, espondilite anquilosante, fraturas, displasia congênita, necrose avascular da cabeça do fêmur, cujos sintomas são dor, limitação articular, restrições graves nas atividades diárias, alterações emocionais e alteração do sono.

Considerando o interesse clínico e científico do tema para a área da Psicologia da Reabilitação, desenvolveu-se uma investigação com o objetivo de avaliar a qualidade de vida de pacientes submetidos a artroplastia total do quadril. Foram avaliados 17 pacientes do Programa de Ortopedia Adulto da Rede Sarah da Unidade Centro de Brasília, sendo 53% mulheres e 47% homens com idade média de 56 anos. Adotou-se uma abordagem multimetodológica nas etapas pré-cirúrgica e pós-cirúrgica (três meses após a artroplastia de quadril) por meio da aplicação de um instrumento de avaliação de qualidade de vida (SF-36) e de um roteiro de entrevista semi-estruturada.

Os resultados obtidos pelo SF–36 apontam que os aspectos físicos, a capacidade funcional e a dor apresentaram as mais baixas médias no pré-operatório, sendo o estado geral de saúde e a saúde mental os domínios com as médias mais altas.

No pós-operatório, todos os domínios avaliados pelo SF-36 apresentaram melhora significativa. Dentre esses, a dor, os aspectos emocionais e a capacidade funcional apresentaram as maiores variações, com conseqüente melhora nas suas avaliações, quando comparadas com as do pré e do pós-operatório.

Os pacientes na faixa etária de 56 a 75 anos  apresentaram uma melhora maior na capacidade funcional no pós-operatório, quando comparados com os pacientes mais jovens, na faixa de 35 a 55 anos de idade.

A análise das entrevistas revela a dor e a percepção que o paciente tem sobre sua limitação para desempenhar funções diárias e a dependência de familiares.

Quanto à satisfação, a entrevista revelou que três pacientes mostraram-se frustrados com os resultados obtidos após três meses de cirurgia. De modo geral, os dois instrumentos empregados mostraram-se adequados para a avaliação pretendida e apontam resultados semelhantes e complementares.

No intuito de aprimorar a identificação e a análise das variáveis envolvidas na reabilitação desses pacientes, sugere-se que a investigação seja desenvolvida com uma amostra mais extensa e que o intervalo temporal de acompanhamento também seja ampliado.

Fonte: UnB

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