Pequenas moléculas um novo caminho na reumatologia

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Pequenas moléculas um novo caminho na reumatologia

Pequenas moléculas um novo caminho na reumatologia A eficácia de pequenas moléculas um novo caminho no tratamento das doenças reumáticas.

Pequenas moléculas um novo caminho na reumatologia

Novo mecanismo de ação e forma de administração. Estas são as “pequenas moléculas”, novas opções terapêuticas para pacientes com doenças inflamatórias crônicas, especificamente em pacientes com artrite reumatoide (AR) com resposta inadequada ou intolerância ao metotrexato e em estudos com bons resultados em espondilite anquilosante.

  • Estas são moléculas sintéticas, inibidores da JAK (janus quinases), enzimas envolvidas na sinalização intracelular de múltiplas citocinas
  • Essas moléculas atuam através de um mecanismo de ação diferente dos disponíveis até o momento e abrem novas possibilidades de tratamento em pacientes com doenças inflamatórias crônicas.
  • Sua principal vantagem é sua forma de administração, por via oral. Esta via facilita maior aderência e adesão terapêutica, além de reduzir custos com terapias já existentes no mercado

Essas novas drogas provaram ser eficazes em diferentes ensaios clínicos. Além disso, a principal vantagem dessas drogas é sua administração oral, em comparação com as terapias subcutâneas ou intravenosas. Esse caminho facilita uma maior adesão terapêutica, além de reduzir os custos com as terapias já existentes no mercado.

O uso de “pequenas moléculas” poderia alterar a abordagem terapêutica de doenças como a AR ou espondilite anquilosante (EA), na qual múltiplas citocinas e diferentes vias de sinalização estão envolvidas. Como obter novos resultados na prática clínica sobre o uso dessas metas, poderá ir elucidando que vias de sinalização intracelular são adequados para o equilíbrio ideal entre os efeitos clínicos desejados e os efeitos adversos.

Quanto à segurança desses novas opções terapêuticas, e apesar de ser drogas com um mecanismo de ação diferente disponíveis até o momento, temos visto que os seus efeitos adversos são semelhantes aos observados até agora com terapias biológicas, principalmente na forma de infecções das vias respiratórias, gastroenterites urinárias ou virais. No entanto, atenção especial deve ser dada ao aparecimento de infecções oportunistas, razão pela qual estudos de longo prazo são necessários.

Pequenas moléculas”, novos mecanismos de ação

Nos últimos anos, vários anticorpos monoclonais dirigidos contra citocinas ou receptores de citocinas localizados no nível extracelular ou na membrana celular foram desenvolvidos. Como as enzimas JAK-STAT estão envolvidas na sinalização intracelular de múltiplas citocinas, as drogas inibidoras da janus quinases (JAK) têm sido desenvolvidas como uma nova alternativa terapêutica.

Há nesse momento mais de 10 inibidores da JAK em desenvolvimento, um já está incorporado no Sistema Único de Saúde (SUS) o tofacitinib e o bariticinib já está em uso noutros países e em breve no Brasil, estes estão fornecendo os dados mais consistentes. Neste sentido, o tofacitinib, foi aprovado pela FDA, em nov 2012 provou ser eficaz tanto como monoterapia e em combinação com sintético modificador da doença drogas anti-reumático (DMARDs) para pacientes em tratamento ou com resposta insuficiente aos DMARDs e até mesmo em pacientes refratários ao tratamento com drogas biológicas.

Fonte: Congresso Brasileiro de Reumatologia 2018 

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