Paciente com espondilite volta ver o céu

Paciente com espondilite volta ver o céuEspondilite fez com que sua cabeça ficasse tocando a barriga, Cássio já foi operado 2 vezes, e só dormia sentado, não via o céu há 7 anos. 

Paciente com espondilite volta ver o céu

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Paciente com espondilite volta ver o céu

Nos últimos sete anos, o pintor Cássio Ribeiro Alves, de 47 anos, conviveu com os dolorosos avanços de uma espondilite que o deixava numa complicada e permanente situação. Com a coluna enrijecida, sua cabeça curvou-se tanto que o nariz tocava a barriga. Neste período passou ter de beber água de canudo, dormir sentado e sentia falta de algo muito simples: olhar para o alto e ver o céu.

Após procurar muitos tratamentos, a família conseguiu uma vaga no Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer), em Goiânia. Após duas cirurgias bem sucedidas, Cássio pôde, enfim, na última quinta-feira (17), ver as nuvens e se emocionou.

“Só sei o que senti dentro da minha alma. A coisa mais linda do mundo é poder ver o céu, olhar para o sol, ver a natureza, sentir o ar batendo no seu corpo. Não me importava com pequenos detalhes que, na verdade, são grandes. Me senti maravilhado e emocionado”, disse Cássio ao G1.

O pintor foi diagnosticado com Espondilite anquilosante, uma doença que causa a rigidez na coluna e alguns tipos de deformidades. O caso dele era tão grave que causou a paralisia dos membros, cujos movimentos – dependendo da recuperação -podem ser readquiridos.

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Paciente com espondilite volta ver o céu

Filha de Cássio, a atendente desempregada Francielly Pereira Alves, 25, é quem acompanha o pai no hospital. Os dois e mais uma filha do paciente vivem, em Trindade, Região Metropolitana da capital, com um salário mínimo do auxílio-doença que ele recebe.

Ela conta que a doença foi diagnosticada há quase 15 anos, mas foi se agravando na segunda metade deste período. Ao ponto da cabeça se emborcar tanto de encostar em sua barriga.

“Até para comer ficava difícil, ir ao banheiro sozinho. Ele dormia sentado e tomava água no canudinho. Nos dois meses antes da cirurgia, ele até perdeu os movimentos das pernas”, afirmou.

Cirurgias e recuperação

Cássio foi internado no último dia 5 de agosto. No dia 22 do mesmo mês, fez a primeira cirurgia. Depois, em 12 de setembro, passou pelo segundo procedimento. O ortopedista Murilo Daher explica como foram as operações.

“Além da doença, ele teve uma infecção na coluna, que agravou o que já era grave e causou a deformidade. Nós descomprimimos a medula para corrigir a deformidade”, pontua.

Atualmente, o paciente está com o pescoço reto e tem a possibilidade de voltar a andar. No entanto, ainda há previsão de que ele passe por mais uma cirurgia para “melhorar ainda mais” a sua situação. Não há previsão de alta.

A doença, segundo o médico, não é considerada raríssima, mas são poucos os casos em que ela avança de forma tão violenta como o de Cássio. Ainda sem cura, a enfermidade pode ser tratada para evitar que ela se propague.

Daher afirmou que está acostumado a tratar casos graves, mas que ficou emocionado com a história do pintor.

“A história do Cássio é bastante bonita. A gente fica impactado. Embora esteja habituado com casos graves, o caso dele é bastante peculiar. A gente fica emocionado com a situação”, revela.

Enquanto aguarda pela nova cirurgia, Cássio vislumbra realizar outros sonhos.

“Quero ter minha vida de volta, poder andar. Tenho esperança e vou conseguir”, afirma.

Fonte G1

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