O que eu aprendi com a dor

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Ter dores crônicas infelizmente é uma rotina na vida do paciente reumático e mesmo nesses momentos tiramos lições da dor.

“Com a dor aprendi a respeitar os limites de meu corpo, que não é porque estou com dores, que o mundo ao meu redor tem que ser dolorido e doloroso também.”

“Aprendi que dores não se comparam, cada um sente de um jeito e cada um tem seu limiar, maior ou menor, e enfrenta os problemas que a vida lhe apresenta a seu modo.”

“Aprendi a não me deixar abater nem me entristecer com atitudes preconceituosas, como, por exemplo, quando comento com alguém que não vou a um evento social por causa da dor tenho como resposta: “nossa, tão novo assim e com tanta dor?””

“Aprendi a não me considerar um peso morto para a sociedade. Porque não trabalho e, portanto, não contribuo para a manutenção e equilíbrio do sistema. Porque quando eu trabalhava fui produtivo, contribui e muito, para que outros, impossibilitados de trabalhar, pudessem receber seus benefícios.”

“Aprendi a não exigir muito de mim, além do que eu posso dar, que ninguém dá o que não tem!”

“Aprendi que os recursos disponíveis para o tratamento devem ser usados com cautela, pesando sempre os riscos e benefícios envolvidos.”

“Aprendi que uma hora sem dor é o que temos de mais próximo da perfeição de um dia.”

“Aprendi que quando passamos pelas maiores dificuldades, é que sabemos exatamente quem são nossos verdadeiros e leais amigos. Que conviver com o sofrimento nos torna mais fortes para lutar diariamente por nossa sobrevivência, viver um dia de cada vez. Não fazer planos para o futuro, porque ele é incerto. Agradecer por tudo o que acontece em nossa vida, seja bom ou ruim e inclusive a agradecer pelas dores, porque elas poderiam ser bem piores e aprendi também que não há provas que tenhamos de enfrentar, que não tenhamos em nós a capacidade interior de suportar, de superar, para seguir em frente, um dia de cada vez…

Baseado em respostas ao questionamento “O que aprendi com a dor”

Sejam bem vindos!