Depoimento – O diagnóstico de Espondilite mudou minha vida

O diagnóstico de Espondilite mudou minha vidaUm diagnóstico não pode te definir, a Espondilite mudou minha vida, mas não desisti, e mudei para melhor

O diagnóstico de Espondilite mudou minha vida

Olá! Sou o Marcus Vinícius Souza Soares, tenho 45 anos, casado, pai de dois filhos, servidor da Justiça Federal na Bahia e há 02 anos tive o diagnóstico da EA.

Há duas décadas, convivo com dores de coluna provenientes de uma hérnia lombar que me acometeu aos 20 anos, mas que vinha mantendo sob controle com sessões de RPG e pilates. Foi quando, em 2017, as dores se intensificaram de tal maneira, com rigidez das articulações predominante pelas manhãs, que não cessavam com o uso de anti-inflamatórios tradicionais e de corticoides. Então, após ser avaliado por médico reumatologista, recebi a notícia do diagnóstico da espondilite anquilosante. Semanas depois, iniciei o tratamento dos sintomas com a medicação biológica golimumabe, o que trouxe, inicialmente, uma melhora significativa das dores na região da coluna lombar e articulações das mãos. No entanto, como os remédios biológicos reduzem a imunidade, não tardei para ser acometido por infecções respiratórias (uma média de 3 a 4 episódios por ano), que, por fim, culminaram em um quadro de tuberculose pulmonar, em novembro de 2018. E como o tratamento com antibióticos demora em torno de seis meses, tive que interromper o uso da medicação biológica que muito aliviava as dores decorrentes da EA.

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A Espondilite mudou minha vida

Então, não tive escolha, durante o tratamento da tuberculose, passei a me utilizar de alternativas para tentar aliviar o quadro de dores e da própria progressão da EA, por meio do aumento das sessões de pilates, que muito tem me ajudado, mas, principalmente, foi através da prática da natação (duas vezes por semana) que pude perceber como a atividade física pode melhorar a mobilidade da coluna e, assim, reduzir a dores, proporcionado melhor qualidade de vida. A propósito, me encontrei tanto com a natação, e, naturalmente, com os benefícios da sua prática semanal, que pretendo nadar enquanto viver!

Tempos depois do diagnóstico, soube, por minha esposa, e também através das informações do Espondilite Brasil, que as pessoas acometidas por EA têm direito de concorrer, em concurso público, a vagas reservadas a portadores de deficiência. E, assim, a despeito de ser servidor público, passei a prestar outros concursos me inscrevendo nesta condição.

Outra coisa que quero compartilhar aqui é que consegui, na via judicial, o reconhecimento do direito a isenção do imposto de renda sobre meus vencimentos, mesmo não tendo me aposentado, pois a lei do imposto de renda somente permite a isenção, aos portadores de doença grave, para os rendimentos de aposentadoria ou de pensão. Segundo a decisão judicial que me foi favorável, não seria razoável tributar a renda daquele que está trabalhando e que é portador da mesma doença grave que acomete contribuinte aposentado, em flagrante violação ao princípio constitucional da isonomia. E, assim, a partir deste mês de maio, passei a receber o meu salário sem a retenção do imposto de renda na fonte pagadora.

É isso, meus amigos, me identifiquei tanto com as histórias aqui relatadas que decidi compartilhar a minha também! Pois a espondilite nos identifica, nos iguala e, certamente, nos aproxima, já que vivenciamos, de um modo geral, as mesmas dificuldades, aflições, dores, mas também a dádiva de estarmos vivos, de podermos continuar lutando em prol da nossa saúde e, principalmente, de um mundo melhor, e, portanto, escrevendo, a cada dia, novas páginas no livro da vida!

Obrigado Samuel, pela oportunidade, e aqui lhe parabenizo pelo belíssimo trabalho do bem que é este portal!

Cordiais saudações,

Marcus Vinícius Soares

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