Fibromialgia em mulheres com Espondilite Anquilosante

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Fibromialgia em mulheres com Espondilite Anquilosante

Fibromialgia em mulheres com Espondilite Anquilosante – Estudos mais antigos mostram que um dos diagnósticos mais realizados em mulheres com EA é o de Fibromialgia (FM).

Fibromialgia em mulheres com Espondilite Anquilosante

Inicialmente considerada uma doença quase que só afetadora do sexo masculino, a Espondilite Anquilosante (EA) hoje também é diagnosticada em mulheres, embora ainda com certa dificuldade. Estudos mais antigos mostram que um dos diagnósticos mais realizados em mulheres com EA é o de Fibromialgia (FM), e que as espondiloartropatias nas mulheres deveriam sempre entrar no diagnóstico diferencial de dor difusa nesta população.

Um estudo publicado no Rheumatology International (2007: 865-868) por Aloush e colaboradores explora um pouco mais os aspectos da presença de FM em pacientes mulheres diagnosticadas com EA, em comparação com homens afetados pela mesma condição.

Dezoito pacientes do sexo feminino com EA foram comparadas com 18 do sexo masculino com a mesma condição. As mulheres com EA demoraram mais para serem diagnosticadas como tal, após o início dos sintomas (9,9 anos vs. 4,1 anos nos homens), confirmando a clássica dificuldade para o diagnóstico de espondiloartropatias em mulheres.

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Prevalência da EA junto com a fibromialgia

Metade das pacientes puderam ser diagnosticadas como tendo FM concomitante, em oposição a nenhum dos homens. A presença de FM nas pacientes com EA foi associada com maiores índices de atividade das doenças (BASFI e BASDAI), e com maior número de sítios de entesite. Este último achado não é supreendente, já que vários pontos dolorosos clássicos da FM encontram-se perto de pontos de êntesis.

Embora simples, este estudo indica alguns fatos a serem melhor explorados: que a EA demora mais para ser diagnosticada em mulheres, que as mulheres com EA apresentam uma taxa alta de FM concomitante, e que a presença de FM pode alterar os resultados dos scores de avaliação da EA, devendo este fato ser levado em consideração no manejo destas pacientes.

Eduardo S. Paiva
Chefe do ambulatório de fibromialgia – HC-UFPR

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