Exames periódicos para o paciente com espondilite

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Exames periódicos para o paciente com espondilite

Exames periódicos para o paciente com espondiliteO tratamento e acompanhamento com seu médico é indeterminado, mesmo estando em remissão da espondilite, exames periódicos são necessários para monitorar a remissão ou atividade e progressão. 

Exames periódicos para o paciente com espondilite 

Devem ser monitorizados as resposta terapêutica, efeitos colaterais e risco cardiovascular para o paciente.

A resposta ao tratamento da EA axial consiste na redução mínima de 50% ou de 2 pontos (valor absoluto) no escore BASDAI. Artrite periférica, entesite e dactilite são avaliadas por anamnese e exame físico. Reavaliações clínicas podem ser realizadas a cada 3 meses em doença ativa e anualmente em doença estável.

Exames laboratoriais (por exemplo, velocidade de hemossedimentação e proteína C reativa VHS e PCR), devem ser feitos antes e durante o tratamento (nos períodos de maior atividade da doença, a cada 1-3 meses e de menor, a cada 3 meses), são úteis na avaliação de atividade de doença.

Radiografias simples de articulações sacroilíacas, bacia, coluna dorsal e lombossacral podem ser realizadas no início do acompanhamento e a cada 2 anos, buscando danos estruturais evolutivos, que, quando presentes, indicam mudança de tratamento.

Exames laboratoriais, tais como hemograma, plaquetas, creatinina, AST e ALT, devem ser realizados antes do início do tratamento, constituindo o painel laboratorial de monitorização trimestral dos principais eventos adversos relacionados a AINEs, sulfassalazina, metotrexato e anti-TNFs.

alt="Protocolo clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT), Espondilite Anquilosante"
Exames para monitoramento trimestral da espondilite anquilosante

Antes do início do uso dos anti-TNFs, recomenda-se a investigação de tuberculose latente (teste tuberculínico radiografia de tórax), de hepatites virais B e C e de infecção pelo HIV (vírus da imunodeficiência humana).

Casos positivos devem ser considerados como especiais e a conduta deve ser individualizada. De forma geral, a tuberculose latente pode receber tratamento conjuntamente com o uso de anti-TNF após tempo adequado de quimioprofilaxia.

Não há necessidade de repetir HLA-B27 durante o acompanhamento dos pacientes.

Teste tuberculínico, radiografia de tórax e sorologias para hepatites B e C e HIV só devem ser repetidos a critério médico. Durante o uso de imunossupressores, especialmente os anti-TNFs, a eficácia de algumas vacinas, tais como antipneumocócica e contra influenza, pode ser reduzida. O uso de vacinas com vírus vivos (vacina oral contra poliomielite – Sabin, sarampo, varicela, febre amarela e bacilo de Calmette-Guerin – BCG) é contraindicado.

Este artigo é parte do PCDT-EA

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