Espondilite em Família

Espondilite em FamíliaMesmo sendo único diagnosticado com espondilite na família, se procurar a fundo a maioria dos diagnosticados encontrará dentre seus parentes, um bisavô, um primo ou tio-avô com sintomas semelhantes. 

Espondilite em Família 

Espondilite em Família: em minha família fui o primeiro diagnosticado com espondilite anquilosante, buscando em minha árvore genealógica, dentre parentes próximos, primos de até terceiro grau alguém que se encaixasse no perfil do clássico espondilítico.

Do lado materno o bisavô Joaquim no final da sua vida andava agachado e muitas vezes até em quatro apoios, foi o que soube por minha avó.

Do lado de meu pai, conversamos por horas, meu avô e avó, não os conheci morreram antes dos 60 anos, sem diagnósticos, mas aparentemente avó Manoel (Manuca) faleceu por problemas renais, minha avó Emília (Dona) por problemas pulmonares.

Casos positivos 

Um primo de primeiro grau do lado paterno, Arlivande, sempre me intrigou muito, teve toda coluna calcificada, veio se tratar em São Paulo, voltou sem resultados com “problemas de coluna” faleceu jovem sem diagnóstico, sem tratamento, foi meu professor no ensino médico, sempre me doía vê-lo com a coluna vertebral totalmente imóvel, movimento robotizado típico dos pacientes com a coluna em bambu.

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Espondilite em Família (Primo Arlivande)

No ano de 2016 em viagem a minha terra natal, Bahia, conversando com o primo Camilo, filho de Arlivande, falamos sobre a condição que seu pai poderia ter desenvolvido, Camilo afirmou que conversou com médicos e fisioterapeutas, colegas de trabalho no hospital local, chegaram a conclusão de que o primo havia tido espondilite anquilosante, com a foto acima mostrei a médicos reumatologistas e todos foram categóricos, era EA.

Camilo primo em segundo grau, filho de Arlivande em 2019, também iniciou processo inflamatório periférico, mas procurou reumatologista imediatamente, fez o HLA-B27 e deu positivo, fechando o diagnóstico e fez tratamento mais conservador, teve efeito no controle da inflamação, fechou o diagnóstico como espondilite anquilosante, o mesmo assim como eu é profissional de educação física.

Meu irmão 

No final de 2018 meu irmão Marcelo 6 anos mais velho que eu com 46 anos iniciou quadro inflamatório, com muitas características semelhantes às que tive no início da minha caminhada contra espondilite, comparando conclui imediatamente que era EA, o mesmo foi ao reumatologista e com diagnóstico de fascite plantar e osteoartrite comemorou esse diagnóstico mais simples, porém infelizmente estava errado o diagnóstico. No início de 2019 já de muletas outro reumatologista fechou diagnóstico de Espondilite Anquilosante com HLA-B27 positivo.

Com caso bem agravado rapidamente deu início no tratamento biológico, o mesmo medicamento que eu uso, o humira adalimumabe, consegui uma doação e na primeira aplicação teve excelente resultado, em menos de uma semana já estava sem muletas.

Sobrinhos

Meu irmão Marcelo tem dois filhos com idades entre 4 e 7 anos, com receio fez o teste HLA-B27, um positivo e outro negativo, como sabemos o HLA-B27 não é determinante para desenvolver a doença, e ser negativo não deixa inatingível pela espondilite anquilosante.

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