Cenário dos DMEs(Distúrbio Musculoesqueléticos) no Brasil

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Os brasileiros com DMEs(Distúrbios Musculoesqueléticos) perdem mais de oito horas por semana de trabalho por conta de sua condição

Principal causa de aposentadoria precoce e por invalidez no Brasil, os distúrbios musculoesqueléticos (DMEs), como artrite, artrite reumatoide, espondilite anquilosante, dor nas costas e no pescoço, fibromialgia e outras condições que afetam ossos, articulações e tecido conjuntivo, representam uma grave questão de saúde pública no nosso país. Os DMEs provocam um impacto significativo na capacidade de trabalho dos brasileiros e acarretam uma séria limitação na qualidade de vida dos trabalhadores. Consequentemente, os distúrbios musculoesqueléticos trazem também ampla repercussão na produtividade das empresas e no desenvolvimento socioeconômico do País.

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Pesquisa realizada pelo Ibope sobre a prevalência dos DMEs com 4.004 pessoas com mais de 16 anos, das quais 74% empregadas, nas principais cidades brasileiras, revela que 28,3% dos entrevistados apresentavam dor musculoesquelética e quase a metade (47,9%) teve diagnóstico declarado para esse distúrbio. E pior, apesar da alta prevalência, somente 26% tinham ouvido falar sobre DMEs.

Entre os entrevistados, 83% disseram que sentiram dor em mais de um local nas quatro semanas que antecederam a pesquisa, realizada em outubro e novembro de 2013. Dor nas costas e no pescoço (25,1%) e artrite (21,3%) lideram os principais diagnósticos encontrados pelo Ibope.

Por outro lado, mais de 38% dos trabalhadores com DMEs revelaram que temem o fato de que a incapacidade e dor provocadas por esses distúrbios possam afetar o seu desempenho no trabalho e nas atividades do dia a dia, o que resultaria na diminuição da produtividade e até na perda do emprego.

A pesquisa mostrou que os brasileiros diagnosticados com DMEs perdem mais de oito horas (8,46) por semana de trabalho e atividades diárias por conta de sua condição e a perda de produtividade entre os trabalhadores diagnosticados com algum DME, segundo os dados do Ibope, foi de 35,6%.

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Impacto socioeconômico – Um total de R$ 811 milhões por ano é gasto no Brasil com auxílio-doença – R$ 406 milhões – e aposentadoria por invalidez – R$ 405 milhões – somente com os DMEs, segundo o Anuário Estatístico da Previdência Social de 2012/2013. Esse impacto socioeconômico é ainda mais preocupante quando se observa que os DMEs se agravam com o passar da idade.

De acordo com dados do Ministério da Previdência Social, 26,4% das aposentadorias por invalidez, ou seja, um
total de 380.222 casos, são causadas pelos distúrbios musculoesqueléticos.

Pesquisa

No entanto, segundo relatório da fundação Fit For Work, o trabalho pode ser a causa e a cura dos DMEs. “Evidências sugerem que o trabalho pode amenizar a deterioração de muitas condições e ajudar na recuperação desses distúrbios”, informa o documento apresentado pelo líder da fundação, Stephen Bevan. Segundo ele, o quadro pode se agravar com o envelhecimento da população economicamente ativa e o crescimento da obesidade. Por isso, é necessária uma ação conjunta de governo, empregadores e entidades médicas, assim como a sociedade em geral, para evitar que as DMEs avancem no ambiente de trabalho brasileiro.

Fonte: ABVQ

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