Adriana Villas Boas defende regulamentação do Canabidiol

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Foto reprodução Época: Adriana Vilas Boas defende regulamentação do Canabidiol

Adriana Villas Bôas defende regulamentação do CanabidiolAdriana filha do General Villas Bôas, tem espondilite anquilosante e luta pela regulamentação do Canabidiol junto ao governo brasileiro.

Adriana Villas Boas defende regulamentação do Canabidiol

Adriana Villas Bôas tem espondilite anquilosante e é ativista dos portadores de doenças raras, segundo a revista Época: Há dias em que Adriana Villas Bôas não consegue sair da cama, tamanha a dor causada pela doença. Às vezes, fica sem enxergar.

A filha do ex-comandante do Exército e hoje assessor de Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto, Eduardo Villas Bôas, tem há 14 anos a doença rara espondilite anquilosante. O general Villas Bôas tem outra patologia rara: a esclerose lateral amiotrófica. Desde 2016, ele vem perdendo movimentos, e tem dificuldade para falar. Ainda assim, Villas Bôas não se calou recentemente na defesa da regulamentação do uso medicinal da cannabis. Os dois veem no trabalho da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a porta de entrada para a liberação da produção de seus substratos aqui no Brasil. Em uma conversa há duas semanas, Villas Bôas foi sucinto ao explicar por que abriu sua cabeça para entender a importância do tema: “Foi por causa da minha filha”.

O general Villas Bôas carrega outra patologia rara: a esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença que também acometeu Stephen William Hawking teórico e cosmólogo britânico reconhecido internacionalmente por sua contribuição à ciência, sendo um dos mais renomados cientistas do século. Desde 2016, o General vem perdendo movimentos, e tem dificuldade para falar. Ainda assim, Villas Bôas não se calou recentemente na defesa da regulamentação do uso medicinal da cannabis

Aos 34 anos, Adriana Villas Bôas é uma engajada ativista dos portadores de doenças raras. Formada em Direito e estudante de Psicologia, ela nunca usou o canabidiol (CBD), um dos principais componentes da cannabis, por não ter dinheiro — o custo mensal de alguns medicamentos importados gira em torno de R$ 3 mil — e pela burocracia.

Atualmente, é necessário requerer a autorização de importação para a Anvisa e comprar no exterior. São até seis meses para o medicamento chegar.

“Não teria nenhum problema em experimentar. Eu não diria não. Meu pai também pensa como eu. Com o tanto de remédio que eu tomo, já era para meus rins terem parado. Por dentro, meu corpo deve ter 90 anos.

Para o nosso blog Adriana afirma: “Com a produção nacional e regulamentação pela ANVISA teremos produtos de qualidade com preços condizentes a nossa realidade, produtos e derivados desenvolvidos de acordo com nossos padrões de qualidade, nosso clima, e em um menor tempo para serem utilizados por quem precisa.”

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Foto reprodução Época: Adriana Villas Boas defende regulamentação do Canabidiol

“Quando você pega uma mãe que dá canabidiol para seu filho e a trata como uma maconheira, isso é ofensivo, isso é grave”, cobrou, chorando.

“Se seu filho pequeno tem dezenas de ataques epiléticos ao dia e você dá gotinhas de CBD e as crises passam, o que você faz? Quem tem que ser escutado é o paciente, é quem está com dor”, cobrou Adriana.

Noutra matéria também para Época, Adriana mencionou como foi difícil seu diagnóstico: “Tenho a doença há 14 anos, nove sem diagnóstico. A espondilite anquilosante é invisível. Os médicos são muito duros com a gente. Quando eu já estava no sétimo ou oitavo ano da doença, um médico falou:” “Garota, seu problema está na sua cabeça”. Fui para casa, me deitei debaixo das cobertas e perdi 16 quilos em dois meses. Chorava compulsivamente. Entendi que estava me sabotando. Tem dias em que não consigo andar ou enxergar. Sinto muita dor. Todo dia me pego, me levanto, me carrego. Todo mundo me esquartejava, dizia que a doença era o joelho, o pé. Eu dizia que uma coisa em meu corpo causava tudo isso. E quem acreditou em mim foi minha avó, a mãe de meu pai. Ela pegou na minha mão e foi à luta comigo. Foi a pior perda que eu tive na vida. Eu só superei a perda dela no diagnóstico de meu pai.

Nós da Espondilite Brasil, confiamos na regulamentação e desenvolvimento nacional de produtos de qualidade e com preços acessíveis ou gratuitos pelo Sistema Único de Saúde, acreditamos no desenvolvimento de plantas modificadas pela maior autoridade mundial no desenvolvimento de plantas a EMBRAPA, plantas com potencialidade modificadas para produzir maior nível de componentes utilizados medicinalmente, aguardamos anciosos pela regulamentação e produção nacional. Siga Adriana Vilas Bôas no Instagram, sua luta contra a espondilite e em prol dos pacientes raros.

Fonte: Época e Espondilite Brasil

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