Novos Estudos – Estudo brasileiro sugere que doença osteometabólicas podem ser “mascaradas” na espondilite

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EA é preciso conhecer

Avaliação das alterações osteometabólicas em pacientes com espondilite anquilosante atendidos no ambulatório Araújo Lima

Osteoporose
Osteoporose

Autores – Sandra Lúcia Euzébio Ribeiro, Henrique Santos de Almeida, Gabriela Vasconcelos, Serviço de Reumatologia, Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Manaus, AM, Brasil

Objetivos: Descrever o perfil osteometabólico dos pacientes com espondilite anquilosante (EA) atendidos no Ambulatório Araújo Lima (AAL) de agosto de 2014 a maio de 2015, em Manaus (AM).
Material e métodos: Estudo descritivo e transversal em que foram incluídos pacientes com diagnóstico de EA pelos critérios modificados de New York atendidos no AAL. Um protocolo comum de investigação foi aplicado, com variáveis demográficas, clínicas, laboratoriais, radiográficas e densitometria óssea. As radiografias da coluna torácica e lombar foram feitas após análise morfométrica baseada na classificação pelo método de Genant.

Resultados: Foram preenchidos 53 protocolos, a maioria do pacientes do sexo
masculino (79,2%) e com idade entre 40 e 60 anos (56,6%). Apenas 14 tinham história familiar positiva para EA e a forma clínica mista foi a mais frequente (60,4%). Sobre o perfil laboratorial notou-se que existe uma normocalcemia, associada a hiperfosfatemia, aumento na concentração sérica de creatinina e uma queda nos valores de vitamina D. Dos 17 pacientes que fizeram o HLA-B27, 14 estavam reagentes. Na análise das métricas: pelo Basdai a maioria dos pacientes estava sem atividade da doença, e os índices Asdas-PCR e Asdas-VHS indicam que estavam em atividade moderada. Na análise densitométrica, apenas sete (15,6%) pacientes com osteoporose (OP) e 21 (46,7%) com osteopenia. No grupo entrevistado, apenas dois (3,77%) apresentaram fraturas prévias, um com fratura moderada em terço médio de T8, classificada pelo método semiquantitativo de Genant.

Conclusão: A maioria dos pacientes com EA não apresentava OP e entre aqueles com OP apenas dois com fraturas vertebrais. Tal resultado pode ser resultado do método usado para análise que acaba por superestimar a DMO, tendo em vista a mineralização patológica de estruturas característica da doença, que fornece um resultado falsamente dentro da normalidade.

Fonte: REV BRAS REUMATOL. 2016;56(SUPL 2): S1-S178

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