Estigmas de um militar com espondilite

Estigmas de um militar com espondiliteAlex é militar das forças armadas, 24 anos e passou a conviver com as dores da espondilite aos 22 anos.

Estigmas de um militar com espondilite

Oi, me chamo Alex Danyllo, tenho 24 anos, sou pernambucano da cidade de Petrolina, sou militar das forças armadas, minha saga começou por acaso, aí vai o passo a passo de como cheguei no diagnóstico da Espondiloartrite soronegativa não radiográfica:

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Alex foi diagnosticado aos 22 anos com espondilite anquilosante

Em meados de outubro de 2015, em virtude de um treinamento acabei torcendo o joelho direito, fiz um raio x, que não constatou nenhuma lesão, tempos depois esse acidente me ajudaria no diagnóstico.

No mês de junho de 2016, infelizmente machuquei o joelho esquerdo em um outro treinamento, 30 dias após essa primeira lesão no Joelho esquerdo, em um outro treinamento voltei a torcer ele quando caí em um buraco em um outro treinamento e 15 dias após a segunda torção, novamente o machuquei, nessa hora minha vontade de me superar não foi o suficiente.

Alguns dias após fiz uma ressonância do Joelho esquerdo e a ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA) e os dois meniscos, cerca de 15 dais após a ressonância do joelho esquerdo realizei a ressonância do joelho direito, onde foi constatado um estiramento no LCA do joelho direito com um condropatia de grau IV no fêmur.

Cerca de alguns dias depois comecei a sentir os ombros doerem e estalarem, seguidas de rigidez matinal com dores lombares recorrentes, nas ressonâncias dos ombros, acusou bursites e desgastes prematuros em diferentes partes, por prováveis hipersolicitação mecânica.

No dia 23 de novembro de 2016 realizei a cirurgia reparatória do joelho esquerdo e no dia 18 de janeiro de 2017 no joelho direito, me foi solicitado uma cintilografia, que acusou áreas radio densas nos joelhos devido as recentes cirurgias, nos ombros devido ao desgaste prematuro e para minha surpresa e dos médicos que me acompanhavam na região sacro-ilíaca, fui encaminhado para o reumatologista que me solicitou vários exames de imagem e sangue, para minha alegria o HLA-B27 deu negativo, porém para minha infelicidade o meu PPD deu reagente, esperei para refazer boa parte dos exames para ter uma contraprova, onde a nova ressonância da região sacro-ilíaca que três meses antes não tinha acusado nada, acusou um pequeno edema na região mais inferior esquerda.

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Cirurgias para reconstituição de ligamentos e correção de menisco

Comecei no mês de julho de 2017 a utilizar os medicamentos para tratar a possível tuberculose óssea, mais um contratempo ocorreu quando tive reação alérgica aos medicamentos e tive que associá-los a anti-inflamatórios para minimizar as placas avermelhadas e a urticária que me dava, sem contar nas dores no estômago, dois meses após a primeira faze do tratamento da TB fui liberado pelo infectologista para começar o tratamento da Espondilite.

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Comecei a tomar as injeções para a Espondilite no mês de setembro as injeções são subcutâneas, tive uma forte dor intestinal nesse meio tempo, mas os exames identificaram que se tratava de uma infecção intestinal, que a princípio não tem relação com a medicação ou com o “tipo de Espondilite que tenho“ no caso do mal de croh, o que percebi nesse tempo de quando comecei a tomar as injeções, foi o aumento de espinhas nas minhas costas, porem nada que incomode além da parte estética, que com toda sinceridade pouco me importa afinal, tenho algo mais importante para voltar minha atenção.

Por conta das cirurgias e do desgaste nos ombros a fisioterapia deve ser constante, o que dificulta os exercícios que são necessários para o controle da doença, não me sinto mal em falar o termo doença, aceitação pra mim é fundamental, tenho algo que não gostaria de ter e duvido uma pessoa nesse mundo querer ter algo ao menos parecido, com isso em mente, meu foco é me tratar para não deixar evoluir, e buscar maneira de aproveitar as pequenas coisas como brincar, nadar, correr e todas essas coisas que deixava meio que de lado.

“Toda a sorte que tive em descobrir cedo, me dá uma outra perspectiva, em suma é (eu só não posso parar, quando cair, levantar e recomeçar, eu tenho muita coisa pra fazer ainda, e a EA veio para me dar um novo começo ) mesmo que com meros 24 anos não tenho nem como dizer que eu comecei de verdade”

Tudo que deve ser feito com a intenção de não parar e não se deixar abater, as vezes a moral da uma baixa, mas logo em seguida me vem o seguinte pensamento, toda a sorte que tive em descobrir cedo, me dá uma outra perspectiva, em suma é ( eu só não posso parar, quando cair, levantar e recomeçar, eu tenho muita coisa pra fazer ainda, e a EA veio para me dar um novo começo ) mesmo que com meros 24 anos não tenho nem como dizer que eu comecei de verdade, kkkk.

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Estou tentando receber a medicação pela farmácia de alto custo do meu estado, haja vista que o valor meio “salgado” da medicação é um empecilho grande pra qualquer pessoa, o ultimo exame que fiz do PPD, deu reagente novamente, e assim vou continuando, tomando os remédios, fazendo minha fisioterapia, andando de bike, correndo, andando de caiaque no meu perfeito Rio São Francisco, mantendo a cabeça erguida, a fé sendo constantemente renovada e vivendo sempre aproveitando com responsabilidade cada dia para não piorar meu estado com alguma possível lesão, e caminhando para construir o novo futuro que estou planejando.

  • Depoimento Aline Bouzas – Fé e milagre!

Deixo meu número de Telefone e e-mail, para qualquer dica e ajuda que possam querer, eu Deus nos abençoe, que estejamos sempre nos cuidando e aproveitando tudo que apareça, afinal: as maiores batalhas somente são dadas aos melhores soldados.

Alex Danyllo

Alex.danyllo@gmail.com   

87 9 8851-6940 ( whats app )

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