Espondilite na Mídia – Doença afeta muitos pacientes no norte de Minas Gerais

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Uma doença com causa desconhecida e que acomete diversas pessoas em todo o planeta, a Espondilite Anquilosante, tipo de inflamação crônica que afeta as articulações da coluna, principalmente, além de quadris, ombros e outras regiões do corpo, se não descoberta precocemente, pode provocar rigidez gradual da coluna e prejudicar o movimento. Embora não exista cura para a doença, o tratamento precoce e adequado consegue tratar os sintomas (inflamação e dor), estacionar a progressão da doença, manter a mobilidade das articulações acometidas e manter uma postura ereta.

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Segundo Farley Carvalho Araújo, médico reumatologista, a espondilite anquilosante afeta o corpo por dentro e por fora e o sistema imune não funciona corretamente. “As células imunes agridem as articulações entre os ossos da coluna (vértebras) e entre a coluna e a pélvis, as chamadas articulações sacroilíacas (do quadril). Se não for tratada com eficácia, a espondilite anquilosante pode piorar com o tempo. Com a progressão da doença, pode causar dor crônica e reduzir a capacidade de movimentos”, frisa o especialista.

Ainda segundo o especialista, um dado interessante é que um sintoma tão comum (dor na coluna) pode ser a chave para o diagnóstico precoce da doença. “E para isso, a consulta ao reumatologista é importante, porque além de dispor dos instrumentos para chegar ao diagnóstico, o médico tem ainda o domínio do arsenal terapêutico (cada vez mais crescente) voltado contra a doença”, observa.

Farley Carvalho enfatiza ainda que, além de dor na coluna, a doença pode afetar diversas articulações, enrijecimento da caixa torácica (reduz a capacidade respiratória em alguns pacientes) e até cegueira podem acontecer. “Esse é mais um motivo importante para trabalhar em conjunto com seu médico, de modo a obter um diagnóstico precoce e o tratamento adequado. Se a doença não for tratada, o dano pode aumentar. Nos casos mais graves, a inflamação faz com que se forme uma calcificação óssea ou uma ponte óssea, que funde as vértebras, fazendo com que a coluna se incline para frente. As pessoas com fusão da coluna podem desenvolver uma postura recurvada (condição conhecida como cifose)”, afirma.

Hereditariedade – O especialista ressalta que a genética (fatores hereditários) pode ter um papel fundamental na Espondilite Anquilosante. Em muitas pessoas, um determinado gene (informação genética dentro do seu corpo) faz com que sejam mais propensas a desenvolver a doença. “Pesquisadores sugeriram que em pessoas que são suscetíveis à Espondilite anquilosante, bactérias ou algum outro agente infeccioso também podem desempenhar um papel no desencadeamento da doença”, observa, ao destacar que diferentes aspectos da vida podem ser afetados pela Espondilite Anquilosante. O paciente tem que lidar não apenas com os sintomas físicos (imagine você não conseguir se abaixar para pegar um lápis no chão; ou não conseguir amarrar os sapatos!), mas também com o impacto emocional de sua condição. Visto que a Espondilite anquilosante pode piorar com o tempo, é importante ter o seu diagnóstico o mais cedo possível e o tratamento apropriado. O que preocupa a nós, reumatologistas, é que muitos desses pacientes ainda estão por aí, sofrendo, e sem diagnóstico e tratamento adequados”, comenta Farley Carvalho.

Diagnóstico – A fim de determinar se o paciente tem Espondilite anquilosante, o profissional consegue diagnosticar a doença baseado no conjunto de sintomas (dor nas nádegas e dor nas costas) e nos exames de imagem (raios-x, tomografia computadorizada ou ressonância magnética) da bacia, da coluna e das juntas afetadas. O especialista faz um histórico e examina as costas (procurando por espasmos musculares, com atenção para a postura e mobilidade) e examinará as outras partes do corpo, procurando pelas evidências da Espondilite anquilosante. “É imprescindível indagar sobre o histórico clínico e familiar e os atuais sintomas que o paciente apresenta. O paciente também pode ser perguntado se sente dor ou rigidez que duram há vários meses, demoram a ceder depois que acorda de manhã, reduzem-se quando o paciente faz exercício ou se ocupa com outra atividade física, diminuem quando medicamentos anti-inflamatórios não-esteroides (AINEs) são usados”, explica.

Fonte: Mosaico Comunicação 

2 Comentários

    • O motivo eu não sei por que repliquei a matéria de um site local, tem o link no final para o site que publicou, mas provavelmente seja cruzamentos co-sanguineos

Sejam bem vindos!